quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Meu primeiro livro

 


Meu primeiro contato com a leitura foi com os gibis. Eu lia Almanque Disney, Tio Patinhas, Donald, Turma da Mônica, Cebolinha, Cascão e por um tempo teve Pelezinho; provavelmente eu esteja esquecendo algum nome; eu não lembro quem realmente me ensinou a ler, mas lembro que já lia alguma coisa antes de entrar na escola, naquela época foi com 7 anos.

Neste período da minha vida, tenho na memória uma palavra que estava lendo em um volume do Almanaque Disney, meu pai estava sentado ao lado, provavelmente vendo televisão e eu estava ao lado dele, no chão, lendo meu gibi até que me deparei com a palavra "exército" e tive uma dificuldade para entender o que estava escrito e fui perguntar para meu pai que leu e explicou.

Durante muito tempo eu acreditava que ler gibi era algo bom, para mim era, muitos pais da minha época detestavam que os filhos lessem; assim, no meu segundo ano de escola eu estava em casa assistindo a um programa, hoje extinto, que falava sobre livros e para mim foi uma surpresa, porque eu achava que gibis eram livros!

Pronto!

Agora eu queria ler um livro!

Naquele ano meus pais trabalhavam no bairro de Pinheiros e eu ia cedo com eles, após o café eu saí sozinho por uma avenida, ou era uma rua muito grande, procurando por um livro, o problema era que eu não tinha ideia do que era um livro, conhecia gibi, conhecia a enciclopédia da Barsa, mas não tinha ideia da forma de um livro e fui andando até chegar a um posto de gasolina; bom aqui eu lembro deste posto, mas a memória não consegue afirmar se era um posto com conveniência ou se havia uma loja ao lado, seja como for, encontrei em um mostruário alguns libretos, folhei alguns e escolhi um, perguntei o preço, voltei para minha mãe para pedir o dinheiro e voltei para comprar meu livro:

O Patinha Feio.

Tinha poucas páginas, o bastante para eu me divertir com a história e as imagens. Embora eu tenha comprado meu primeiro livro, permaneci na leitura de gibis por um tempo ainda, possivelmente não tinha dinheiro para mais compras e desde pequeno já tinha o costume de não pedir dinheiro para meus pais, pelo menos por essa época não tinha este costume.

Creio que um ano depois, me desculpem, mas a memória não ajuda muito, ocorreram duas coisas: novos vizinhos chegaram e ganhei a coleção do Sítio do Pica Pau amarelo. 


Este novo vizinho tinha uma coleção de livros e para mim aquilo era fantástico! Nunca tinha visto alguém com tanto livro de literatura e antes dos dez anos eu estava lendo A Odisseia e a Ilíada, não lembro se foi nesta ordem.

Passado mais uns anos e a escola começou a pedir livros para ler e a partir daí, sim, comecei a comprar livros de literatura, páginas e páginas maravilhosas de aventuras e personagens que com o tempo alimentaram minha imaginação semeando o campo da escrita na minha vida.

E você? como começou a ler?

Qual foi o teu primeiro livro?

Obs.: fonte da imagem da coleção Clássicos da Literatura Juvenis - https://www.rmgouvealeiloes.com.br/peca.asp?ID=11631140 


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O amor pela arte da escrita


Escrever, para mim, sempre foi um ato de viver. Algumas pessoas gostam do ato de viver jogando futebol, outras gostam de dirigir, ainda tem os que gostam de cinema, passear, bom, creio que aqui já se percebe que o ato de viver e fazer algo que te dá um prazer, que te faz um sentido de que viver é bom e nesta visão, minha alma, meu espírito, ambos são voltados para escrever.

Houve um período na minha vida, eu estava no fim da adolescência, hoje em dia é qualquer idade entre 15 e 35 anos de idade, mas no meu tempo o fim era perto dos 18 anos, quando todos já esperavam que se tivesse uma profissão ou no mínimo em um curso técnico - faculdade era uma outra história -.um e já estivesse pensando em namorar sério; bom eram outros tempos. Neste período que comecei a escrever, eu saía do trabalho, ia para a escola - estava acabando o ensino médio - e voltava para casa; o pessoal geralmente já estava dormindo, era o meu período de paz, quando ninguém ia falar comigo, então eu ia para a cozinha, pegava uma ou duas velas e usando copos de vidro como castiçais, apagava a luz da cozinha e sobre a mesa de refeições eu escrevia, algumas vezes cartas, outras vezes histórias.

Não sou espírita para falar de reencarnações, mas acredito em algo mais natural, na memória ancestral, lembranças que ficam gravadas em nosso código genético e que de tempos em tempos se manifesta em alguma geração. Sempre penso nisto quando recordo o período que descrevi acima. Eu me sentia como um monge copista em algum convento dedicado a preservar a cultura e logicamente, a Bíblia. 

Na verdade, não foram tais religiosos os únicos a serem copistas, antes deles existiam os escribas egípcios, mesopotâmicos, judeus, gregos e romanos; na época medieval tinha notários e escrivães, além dos copistas profissionais, mas nenhuma imagem me emociona tanto quanto a do monge copista, dedicado a escrever e escrever além das rotinas de trabalho e oração do mosteiro; não devia ser uma vida fácil.


Tenho esta forte impressão, de que em meu código genético está gravado a memória de algum monge copista ou de alguém que exerceu esta função de copista; até mesmo porque se eu fosse tomar como certa a memória de um monge, eu estaria falando de um religioso que não preservou seus votos e passou seu código genético para frente, tudo bem, isto não era algo impossível de acontecer.

Deixando a romantização da vida clerical e voltando ao período de escrever na cozinha, eu permanecia ali até uma hora ou duas horas da manhã e depois ia dormir para acordar às cinco e meia, quando muito seis horas; deixava de dormir para escrever, não me dava cansaço, era o meu momento de viver, de criar, de liberar a imaginação, de colocar no papel um novo mundo ou dar continuidade ao já criado e meu amor pela arte da escrita vem justamente disto, de me sentir vivo e ter prazer em estar vivo.

E para você? O que é um ato de viver? O que te dá prazer em estar vivo?

E se você gosta de uma história de amor, este é meu ebook publicado na Amazon: https://bit.ly/49R9wQb



Meu primeiro livro

  Meu primeiro contato com a leitura foi com os gibis. Eu lia Almanque Disney, Tio Patinhas, Donald, Turma da Mônica, Cebolinha, Cascão e po...